Queda da Selic terá pouco impacto sobre juros do crédito
A redução da taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 p.p. (ponto percentual) anunciada nesta quarta-feira (29) terá um efeito pequeno nos juros das operações de crédito para consumidores e empresas, segundo análise da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Nova queda da Selic reduz novamente a remuneração da poupança
Brasil é o quinto país com o maior juro real no mundo
Veja como a taxa básica de juros influencia a economia BC reduz taxa de juros para 7,5% ao ano, a menor da história
Com o novo corte promovido pelo Copom (Comitê de Política Monetária) hoje, a Selic vai para 7,5% ao ano.
Segundo a associação, este fato ocorre uma vez que existe uma diferença "muito grande entre a taxa Selic e as taxas de juros cobradas aos consumidores que na média da pessoa física atingem 103,97% ao ano provocando uma variação de mais de 1.000% entre as duas pontas".
De acordo com as simulações feitas pela Anefac, a taxa média das operações para os consumidores, atualmente em 6,12% ao mês, deve cair apenas 0,04 p.p. (para 6,08%) com o corte anunciado.
Entre as taxas para as pessoas físicas, os juros do cartão de crédito devem cair de 10,69% ao mês para 10,65%. Assim, a utilização do rotativo sobre o valor de R$ 3.000 por 30 dias deve passar a custar R$ 319,50 de juros --ante R$ 320,70 anteriormente.
No caso dos juros para empresas, a taxa média deve cair de 3,53% para 3,49% ao mês.
Veja a possível evolução das taxas após o corte de 0,5 p.p. na Selic:
CRÉDITO AO CONSUMIDOR
Taxa média atual: 6,12% ao mês
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 6,08% ao mês
Juros do comércio
Taxa atual: 4,65% ao mês
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 4,61% ao mês
Cartão de crédito
Taxa atual: 10,69% ao mês
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 10,65% ao mês
Cheque especial
Taxa atual: 8,07% ao mês
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 8,03% ao mês
CDC bancos - Financiamentos de automóveis
Taxa atual: 1,80% ao mês
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 1,76% ao mês
Empréstimo Pessoal bancos
Taxa atual: 3,57% ao mês
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 3,53% ao mês
Empréstimo pessoal financeiras
Taxa atual: 7,92% ao mês
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 7,88% ao mês
CRÉDITO PARA EMPRESAS
Taxa média atual: 3,53% ao mês
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 3,49% ao mês
Capital de giro
Taxa atual: 1,92%
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 1,88% ao mês
Desconto de duplicatas
Taxa atual: 2,62% ao mês
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 2,58% ao mês
Conta Garantida
Taxa atual: 6,04%
Taxa após corte de 0,5 p.p. na Selic: 6% ao mês
miércoles, 29 de agosto de 2012
BCB REDUJO PARA 7,5 % DE INTERES AL AÑO
BC reduz taxa de juros para 7,5% ao ano, a menor da história
O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou nesta quarta-feira (29) a redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic.
Nova queda da Selic reduz novamente a remuneração da poupança
Brasil é o quinto país com o maior juro real no mundo
Queda da Selic terá pouco impacto sobre juros do crédito
Veja como a taxa básica de juros influencia a economia
Com a decisão, que ocorreu por unanimidade, a taxa caiu de 8% para 7,50% ao ano e bate o terceiro recorde consecutivo de baixa --o menor patamar da série histórica iniciada em 1986.
"Considerando os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, que em parte se refletem na recuperação em curso da atividade econômica, o Copom entende que, se o cenário prospectivo vier a comportar um ajuste adicional nas condições monetárias, esse movimento deverá ser conduzido com máxima parcimônia", disse o relatório do BC.
Este é o nono corte seguido da Selic, em uma trajetória de declínio que teve início há um ano --em agosto de 2011, quando foi reduzida de 12,5% para 12%.
Desde então, o BC tem decidido pela redução de 0,5 ponto percentual a cada nova reunião, com exceção da decisão tomada em março, quando o Copom cortou 0,75 p.p..
Segundo estimativa do mercado, medida semanalmente pelo boletim Focus do BC, 2012 deve terminar com a taxa em 7,25%, o que abre espaço para pelo menos mais um corte neste ano.
Mesmo com a trajetória decrescente dos juros, a atividade ainda não deu os sinais esperados de reação. Historicamente, os cortes na Selic levam de seis a nove meses para impactar a economia.
O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) anunciou nesta quarta-feira (29) a redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic.
Nova queda da Selic reduz novamente a remuneração da poupança
Brasil é o quinto país com o maior juro real no mundo
Queda da Selic terá pouco impacto sobre juros do crédito
Veja como a taxa básica de juros influencia a economia
Com a decisão, que ocorreu por unanimidade, a taxa caiu de 8% para 7,50% ao ano e bate o terceiro recorde consecutivo de baixa --o menor patamar da série histórica iniciada em 1986.
"Considerando os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, que em parte se refletem na recuperação em curso da atividade econômica, o Copom entende que, se o cenário prospectivo vier a comportar um ajuste adicional nas condições monetárias, esse movimento deverá ser conduzido com máxima parcimônia", disse o relatório do BC.
Este é o nono corte seguido da Selic, em uma trajetória de declínio que teve início há um ano --em agosto de 2011, quando foi reduzida de 12,5% para 12%.
Desde então, o BC tem decidido pela redução de 0,5 ponto percentual a cada nova reunião, com exceção da decisão tomada em março, quando o Copom cortou 0,75 p.p..
Segundo estimativa do mercado, medida semanalmente pelo boletim Focus do BC, 2012 deve terminar com a taxa em 7,25%, o que abre espaço para pelo menos mais um corte neste ano.
Mesmo com a trajetória decrescente dos juros, a atividade ainda não deu os sinais esperados de reação. Historicamente, os cortes na Selic levam de seis a nove meses para impactar a economia.
TASA INTERES EN BRASIL- CAMBIOS 28 DE AGOSTO 2012
Veja como a taxa básica de juros influencia a economia
A taxa de juros é o instrumento utilizado pelo BC (Banco Central) para manter a inflação sob controle ou para estimular a economia. Se os juros caem muito, a população tem maior acesso ao crédito e consome mais. Este aumento da demanda pode pressionar os preços caso a indústria não esteja preparada para atender um consumo maior.
Por outro lado, se os juros sobem, a autoridade monetária inibe consumo e investimento --que ficam mais custosos--, a economia desacelera e evita-se que os preços subam --ou seja, que ocorra inflação.
Com a redução da taxa básica de juros (Selic), o BC também diminui a atratividade das aplicações em títulos da dívida pública. Assim, começa a "sobrar" um pouco mais de dinheiro no mercado financeiro para viabilizar investimentos que tenham retorno maior que o pago pelo governo. Se a taxa sobe, ocorre o inverso.
É por isso que os empresários pedem corte nas taxas, para viabilizar investimentos, ainda mais em tempos de crise, como agora. Nos mercados, reduções da taxa de juros viabilizam normalmente migração de recursos da renda fixa para a Bolsa de Valores.
Em um cenário normal, é também por esse motivo que as Bolsas sobem nos Estados Unidos ao menor sinal do Federal Reserve (BC dos EUA) de que os juros possam cair.
Quando o juro sobe, acontece o inverso. O investimento em dívida suga como um ralo o dinheiro que serviria para financiar o setor produtivo.
SELIC
Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, criado em 1979 pelo Banco Central e pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) com o objetivo de tornar mais transparente e segura a negociação de títulos públicos.
O Selic é um sistema eletrônico que permite a atualização diária das posições das instituições financeiras, assegurando maior controle sobre as reservas bancárias.
Hoje, Selic identifica também a taxa de juros que reflete a média de remuneração dos títulos federais negociados com os bancos. A Selic é considerada a taxa básica porque é usada em operações entre bancos e, por isso, tem influência sobre os juros de toda a economia.
COPOM
O Copom foi instituído em junho de 1996 para estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros.
O colegiado é composto pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidações e Desestatização, e Administração.
O Copom se reúne em dois dias seguidos. No primeiro dia da reunião, participam também os chefes dos seguintes: Departamento Econômico (Depec), Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin), Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban), Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab), Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep), além do gerente-executivo da
A taxa de juros é o instrumento utilizado pelo BC (Banco Central) para manter a inflação sob controle ou para estimular a economia. Se os juros caem muito, a população tem maior acesso ao crédito e consome mais. Este aumento da demanda pode pressionar os preços caso a indústria não esteja preparada para atender um consumo maior.
Por outro lado, se os juros sobem, a autoridade monetária inibe consumo e investimento --que ficam mais custosos--, a economia desacelera e evita-se que os preços subam --ou seja, que ocorra inflação.
Com a redução da taxa básica de juros (Selic), o BC também diminui a atratividade das aplicações em títulos da dívida pública. Assim, começa a "sobrar" um pouco mais de dinheiro no mercado financeiro para viabilizar investimentos que tenham retorno maior que o pago pelo governo. Se a taxa sobe, ocorre o inverso.
É por isso que os empresários pedem corte nas taxas, para viabilizar investimentos, ainda mais em tempos de crise, como agora. Nos mercados, reduções da taxa de juros viabilizam normalmente migração de recursos da renda fixa para a Bolsa de Valores.
Em um cenário normal, é também por esse motivo que as Bolsas sobem nos Estados Unidos ao menor sinal do Federal Reserve (BC dos EUA) de que os juros possam cair.
Quando o juro sobe, acontece o inverso. O investimento em dívida suga como um ralo o dinheiro que serviria para financiar o setor produtivo.
SELIC
Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, criado em 1979 pelo Banco Central e pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) com o objetivo de tornar mais transparente e segura a negociação de títulos públicos.
O Selic é um sistema eletrônico que permite a atualização diária das posições das instituições financeiras, assegurando maior controle sobre as reservas bancárias.
Hoje, Selic identifica também a taxa de juros que reflete a média de remuneração dos títulos federais negociados com os bancos. A Selic é considerada a taxa básica porque é usada em operações entre bancos e, por isso, tem influência sobre os juros de toda a economia.
COPOM
O Copom foi instituído em junho de 1996 para estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros.
O colegiado é composto pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidações e Desestatização, e Administração.
O Copom se reúne em dois dias seguidos. No primeiro dia da reunião, participam também os chefes dos seguintes: Departamento Econômico (Depec), Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin), Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban), Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab), Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep), além do gerente-executivo da
martes, 10 de enero de 2012
BOLSA PUBLICA BICENTENARIA PREPARA PLATAFORMA DE PETROBONOS PARA 2012
Bolsa Pública Bicentenaria prepara plataforma de petrobonos
Se estima que el interés de los títulos ronde entre el 17% y 18%
EL UNIVERSAL
martes 10 de enero de 2012 12:00 AM
El presidente de la Bolsa de Valores Bicentenaria, Félix Franco, dijo que esta instancia ya está preparando la plataforma para las operaciones con los petrobonos que emitirá Petróleos de Venezuela (Pdvsa) en los primeros cinco meses de este año, para la cancelación de los pasivos laborales del Estado con sus trabajadores.
"Esperamos la anunciada emisión de petrobonos por el Presidente de la República, para que sea colocada en el mercado secundario a través de la Bolsa Pública de Valores Bicentenaria", dijo Franco durante su participación en el programa Toda Venezuela que transmite Venezolana de Televisión.
Se prevé que dicha emisión alcance los 40 millardos de bolívares (9.300 millones de dólares), y se dé después de la nueva Ley Orgánica del Trabajo.
En cuanto al interés que pagarán estos papeles, Franco comentó que podrían ubicarse en torno al 17% u 18%, lo que los colocaría por encima de lo que se paga en la banca. "De esta forma se puede compensar un poco la inflación", comentó.
Por otra parte, el presidente de la Bolsa de Valores Bicentenaria informó que el año pasado este organismo realizó operaciones por un total de 273 millones de bolívares.
Este monto es producto de 157 transacciones en el mercado primario, y más de 120 en el mercado secundario.
Asimismo, el funcionario recordó que aunque la Bolsa fue inaugurada el 31 de enero del 2011, fue realmente para el tercer trimestre del año pasado que el organismo entró en funcionamiento.
Hasta el momento la Bolsa Bicentenaria cuenta con más de 1.600 inversionistas, informó Franco, de los cuales la mitad está formada por personas naturales, y la otra parte por personas jurídicas.
Actualmente en el organismo hacen vida cuatro empresas, y para los próximos meses se espera que se sumen cuatro más, indicó su presidente.
enmarcano@eluniversal.com
Se estima que el interés de los títulos ronde entre el 17% y 18%
EL UNIVERSAL
martes 10 de enero de 2012 12:00 AM
El presidente de la Bolsa de Valores Bicentenaria, Félix Franco, dijo que esta instancia ya está preparando la plataforma para las operaciones con los petrobonos que emitirá Petróleos de Venezuela (Pdvsa) en los primeros cinco meses de este año, para la cancelación de los pasivos laborales del Estado con sus trabajadores.
"Esperamos la anunciada emisión de petrobonos por el Presidente de la República, para que sea colocada en el mercado secundario a través de la Bolsa Pública de Valores Bicentenaria", dijo Franco durante su participación en el programa Toda Venezuela que transmite Venezolana de Televisión.
Se prevé que dicha emisión alcance los 40 millardos de bolívares (9.300 millones de dólares), y se dé después de la nueva Ley Orgánica del Trabajo.
En cuanto al interés que pagarán estos papeles, Franco comentó que podrían ubicarse en torno al 17% u 18%, lo que los colocaría por encima de lo que se paga en la banca. "De esta forma se puede compensar un poco la inflación", comentó.
Por otra parte, el presidente de la Bolsa de Valores Bicentenaria informó que el año pasado este organismo realizó operaciones por un total de 273 millones de bolívares.
Este monto es producto de 157 transacciones en el mercado primario, y más de 120 en el mercado secundario.
Asimismo, el funcionario recordó que aunque la Bolsa fue inaugurada el 31 de enero del 2011, fue realmente para el tercer trimestre del año pasado que el organismo entró en funcionamiento.
Hasta el momento la Bolsa Bicentenaria cuenta con más de 1.600 inversionistas, informó Franco, de los cuales la mitad está formada por personas naturales, y la otra parte por personas jurídicas.
Actualmente en el organismo hacen vida cuatro empresas, y para los próximos meses se espera que se sumen cuatro más, indicó su presidente.
enmarcano@eluniversal.com
lunes, 11 de abril de 2011
PRIMER TRIMESTRE 2011 - FUSOES DE EMPRESAS DO BRASIL
Brasil tem 167 fusões e aquisições no trimestre, segundo a KPMG Luciana Seabra Valor 11/04/2011 - A KPMG contabilizou no primeiro trimestre deste ano o maior número de fusões e aquisições já registrado pela consultoria para o período no Brasil, um total de 167 transações. Houve um crescimento de 4% na comparação com os primeiros meses de 2010. Com relação ao último trimestre do ano passado, houve recuo de 14%, o que não é um sinal de desaquecimento segundo o sócio da KPMG, Luís Motta: “o primeiro trimestre costuma ser o mais fraco do ano e o recorde atingido aponta para mais um ano de forte movimentação”. O avanço foi evidente nas fusões e aquisições de empresas com operação no Brasil por parte de companhias estrangeiras. Foram 62 ao todo, um crescimento de 62% nos casos em que a empresa adquirida era de capital brasileiro e de 47% para companhias de capital estrangeiro que atuam no país. A maior parte das aquisições foi feita por empresas americanas, seguidas pelas francesas, alemãs e inglesas. As transações domésticas - entre empresas brasileiras - somaram 82, com uma pequena queda com relação às 88 fechadas de janeiro a março do ano passado. Também houve um recuo na internacionalização das empresas brasileiras, com 20 aquisições de empresas estrangeiras por brasileiras, 63% do número registrado de janeiro a março de 2010. O setor mais aquecido para transações foi o de Tecnologia da Informação, com 22 fusões e aquisições. (Luciana Seabra Valor) .
domingo, 30 de enero de 2011
ACUMULACION DE RESERVAS BRASIL AL CIERRE DE 2010
O processo de acumulação de reservas cambiais, que começou em 2004 e ganhou força a partir de 2006, está se esgotando. Para intervir no mercado de câmbio sem gerar pesados custos fiscais, o Banco Central (BC) voltou a fazer operações de "swap reverso" e anunciou esta semana, através da carta-circular 3.484, que vai operar por leilões também no mercado a termo.
Ou seja, a liquidação financeira de uma compra ou venda de dólares pela autoridade monetária só se dará no futuro. Como essa mesma operação poderá ser renegociada e rolada por prazo indefinido, o custo efetivo imediato da intervenção passa a ser mais modesto, representado pelo pagamento do cupom cambial até a data da liquidação.
No mercado a termo, cria-se um direito e uma obrigação correspondente, sem que o peso do diferencial de juros internos e externos sobre a esterilização das reservas recaia no orçamento do próprio exercício (conforme o prazo da operação). Pode-se, assim, diluir no tempo as despesas fiscais decorrentes da compra de moeda estrangeira.
BC cria novos instrumentos para intervir no câmbio
É claro que nem todas as intervenções serão feitas nesse mercado, e que alguma compra de reservas ocorrerá ao longo do ano. Mas o fato importante é que o BC está criando alternativas, cujos efeitos são menos onerosos ao Tesouro Nacional, conforme salientou uma fonte do governo.
O país dispõe, atualmente, de US$ 295,9 bilhões em caixa, montante mais do que suficiente para enfrentar eventuais crises externas que resultem em parada abrupta do ingresso de moeda estrangeira no país.
O custo de carregamento das reservas ocorre de duas formas: pelo diferencial entre juros internos e externos e pela valorização do real frente ao dólar. Como o país é credor em moeda estrangeira, a apreciação do real frente ao dólar resulta em prejuízos ao BC. No ano passado até novembro, a equalização cambial registrava prejuízo, para o BC, de R$ 31,8 bilhões (ou 0,9% do PIB).
Essa, no entanto, não é uma variável que só gera despesa. Em 2008, quando houve uma substancial depreciação do real, o Banco Central remeteu para o Tesouro Nacional um lucro espetacular de R$ 171,4 bilhões.
Não é trivial calcular o quanto a acumulação de reservas já custou à sociedade brasileira. Ao aumentar as reservas de US$ 85,83 bilhões, em 2006, para US$ 180,3 bilhões em 2007, estimou-se, no governo, que isso representaria aos cofres públicos um gasto de cerca de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Algo próximo a R$ 50 bilhões naquela época. Atualmente, avalia-se em mais de 1% do PIB a despesa para manter reservas de quase US$ 300 bilhões.
Dentre os países que detém os maiores volumes de reservas, o Brasil é o que tem o menor valor como proporção do PIB, em torno de 13%. Mas é, também, o que pratica as taxas de juros mais elevadas (Selic de 11,25% ao ano). Portanto, é o país que mais gasta para carregar esse seguro que, apesar de muito caro, mostrou-se crucial nos momentos mais difíceis da crise global.
Para enfrentar a crise econômica global de 2008, um caixa de US$ 200 bilhões se mostrou suficiente. É razoável supor, assim, que todos os dólares comprados pelo BC de lá para cá foram para evitar excessivas volatilidade e apreciação da taxa de câmbio, e não para aumentar a proteção das contas do balanço de pagamentos.
Outra mudança relevante na atuação do Banco Central, neste início de ano, foi a de não comprar todo o fluxo de moeda estrangeira. Até o dia 21, o ingresso de dólares havia sido de US$ 9,2 bilhões, mas a autoridade monetária adquiriu US$ 3,9 bilhões no mercado a vista e outros US$ 3,5 bilhões nos leilões de swap reverso. Como esses últimos representam atuação no mercado futuro, não há a entrega de dólares e, portanto, não geram custo fiscal adicional.
Ainda que a compra abaixo do fluxo tenha outras motivações, como dar espaço para que os bancos desmontem suas posições vendidas em moeda estrangeira, ela acaba também reduzindo a pressão sobre o aumento do gasto público decorrente da acumulação de reservas.
A busca por mecanismos de intervenção que não representem compra de reservas e, portanto, não onerem ainda mais a já debilitada situação da política fiscal não significa que a ajuda do Banco Central no cumprimento da meta de superávit primário este ano seja relevante. Mas representa uma constatação de que a relação custo-benefício da política de acumulação de reservas cambiais, conduzida com sucesso no governo anterior, está chegando ao fim.
Assim como também chega ao fim a grande contribuição que a apreciação do real frente ao dólar deu para o controle da inflação desde os primórdios do Plano Real.
Claudia Safatle é diretora de redação adjunta e escreve às sextas-feiras
E-mail claudia.safatle@valor.com.br
.
Ou seja, a liquidação financeira de uma compra ou venda de dólares pela autoridade monetária só se dará no futuro. Como essa mesma operação poderá ser renegociada e rolada por prazo indefinido, o custo efetivo imediato da intervenção passa a ser mais modesto, representado pelo pagamento do cupom cambial até a data da liquidação.
No mercado a termo, cria-se um direito e uma obrigação correspondente, sem que o peso do diferencial de juros internos e externos sobre a esterilização das reservas recaia no orçamento do próprio exercício (conforme o prazo da operação). Pode-se, assim, diluir no tempo as despesas fiscais decorrentes da compra de moeda estrangeira.
BC cria novos instrumentos para intervir no câmbio
É claro que nem todas as intervenções serão feitas nesse mercado, e que alguma compra de reservas ocorrerá ao longo do ano. Mas o fato importante é que o BC está criando alternativas, cujos efeitos são menos onerosos ao Tesouro Nacional, conforme salientou uma fonte do governo.
O país dispõe, atualmente, de US$ 295,9 bilhões em caixa, montante mais do que suficiente para enfrentar eventuais crises externas que resultem em parada abrupta do ingresso de moeda estrangeira no país.
O custo de carregamento das reservas ocorre de duas formas: pelo diferencial entre juros internos e externos e pela valorização do real frente ao dólar. Como o país é credor em moeda estrangeira, a apreciação do real frente ao dólar resulta em prejuízos ao BC. No ano passado até novembro, a equalização cambial registrava prejuízo, para o BC, de R$ 31,8 bilhões (ou 0,9% do PIB).
Essa, no entanto, não é uma variável que só gera despesa. Em 2008, quando houve uma substancial depreciação do real, o Banco Central remeteu para o Tesouro Nacional um lucro espetacular de R$ 171,4 bilhões.
Não é trivial calcular o quanto a acumulação de reservas já custou à sociedade brasileira. Ao aumentar as reservas de US$ 85,83 bilhões, em 2006, para US$ 180,3 bilhões em 2007, estimou-se, no governo, que isso representaria aos cofres públicos um gasto de cerca de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Algo próximo a R$ 50 bilhões naquela época. Atualmente, avalia-se em mais de 1% do PIB a despesa para manter reservas de quase US$ 300 bilhões.
Dentre os países que detém os maiores volumes de reservas, o Brasil é o que tem o menor valor como proporção do PIB, em torno de 13%. Mas é, também, o que pratica as taxas de juros mais elevadas (Selic de 11,25% ao ano). Portanto, é o país que mais gasta para carregar esse seguro que, apesar de muito caro, mostrou-se crucial nos momentos mais difíceis da crise global.
Para enfrentar a crise econômica global de 2008, um caixa de US$ 200 bilhões se mostrou suficiente. É razoável supor, assim, que todos os dólares comprados pelo BC de lá para cá foram para evitar excessivas volatilidade e apreciação da taxa de câmbio, e não para aumentar a proteção das contas do balanço de pagamentos.
Outra mudança relevante na atuação do Banco Central, neste início de ano, foi a de não comprar todo o fluxo de moeda estrangeira. Até o dia 21, o ingresso de dólares havia sido de US$ 9,2 bilhões, mas a autoridade monetária adquiriu US$ 3,9 bilhões no mercado a vista e outros US$ 3,5 bilhões nos leilões de swap reverso. Como esses últimos representam atuação no mercado futuro, não há a entrega de dólares e, portanto, não geram custo fiscal adicional.
Ainda que a compra abaixo do fluxo tenha outras motivações, como dar espaço para que os bancos desmontem suas posições vendidas em moeda estrangeira, ela acaba também reduzindo a pressão sobre o aumento do gasto público decorrente da acumulação de reservas.
A busca por mecanismos de intervenção que não representem compra de reservas e, portanto, não onerem ainda mais a já debilitada situação da política fiscal não significa que a ajuda do Banco Central no cumprimento da meta de superávit primário este ano seja relevante. Mas representa uma constatação de que a relação custo-benefício da política de acumulação de reservas cambiais, conduzida com sucesso no governo anterior, está chegando ao fim.
Assim como também chega ao fim a grande contribuição que a apreciação do real frente ao dólar deu para o controle da inflação desde os primórdios do Plano Real.
Claudia Safatle é diretora de redação adjunta e escreve às sextas-feiras
E-mail claudia.safatle@valor.com.br
.
viernes, 7 de enero de 2011
EN BRASIL- BCB : COMPULSORIO POSICION DE BANCOS COMERCIALES EN DOLARES - 60% A PARTIRA DE 4 DE ABRIL
Pela primeira vez o Banco Central instituiu recolhimento compulsório sobre operações de câmbio, em uma ação que mostra sua disposição para adotar novas medidas para conter as apostas na valorização do real. Ontem, antes da abertura do mercado, os bancos ficaram sabendo que terão de depositar no BC, sem remuneração, 60% sobre o resultado da posição diária vendida de câmbio que exceder US$ 3 bilhões ou a média aritmética do patrimônio de referência, o que for menor. O depósito será feito em espécie e passa a valer a partir de 4 de abril.
ES UNA MEDIDA PARA QUE LA MONEDA BRASILERA SE DEVALUE E FORTALEZCA LA POLITICA EXPORTADORA Y RESTRINJA LAS IMPORTACIONES BRASILERAS.
ES UNA MEDIDA PARA QUE LA MONEDA BRASILERA SE DEVALUE E FORTALEZCA LA POLITICA EXPORTADORA Y RESTRINJA LAS IMPORTACIONES BRASILERAS.
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